a Rodrigo Andreolli
Não quero que esta escrita soe como uma autopiedade, então devo informar logo de início que isto foi apenas algo detectado e que resolvi escrever sobre, para ao menos tentar entender sua procedência.
Há quatro dias atrás, passei a madrugada tentando escrever uma carta para um amor-amigo que necessitava de palavras (ao menos) de conforto. Mas, como já vinha acontecendo há quase dois meses eu não consegui traduzir em palavras, nada do que eu estava sentindo. Mais uma vez chorei.
Em setembro, os Deuses levaram pra junto deles, um amigo. Situação que, sem querer, ignorei para não aceita-la.
Esses dois fatos me levaram a pensar: Qual é o meu problema com as perdas? Por que e o que me paralisa diante das perdas? O que me trava?
Tudo isso começou a me incomodar muito pelo simples fato de que eu estava me tornando, aos olhos alheios, uma pessoa fria, seca, sem sentimentos quase. O fato é que entre quatro paredes me estraçalho e debulho em lágrimas todas as minhas dores.
Quero gritar e questionar diante das perdas materiais. Quero, ao menos, ser atencioso e prestativo diante da eminência de uma perda humana. Quero ter forças para encarar as alternativas e dificuldades de uma perda emocional.
De onde vem o MEDO absoluto das perdas?
Enfim, todo esse desabafo, ridículo e infantil, foi pra dizer pra você, amor-amigo, que ao meu jeito, completamente sem jeito, estive todo esse tempo do seu lado, te amando, te rezando, te chorando, te evocando, e que se não consegui te escrever ou te ligar antes, não foi por te amar de menos.
Entenderei toda e qualquer respota sua a esta escrita.
Minha analista ficará feliz ao saber que estou tentando diagnosticar de onde vem este medo.
São Paulo, 24 de novembro de 2009
Nossos medos estão aí para serem vencidos. Ter coinciência deles é o primeiro passo.
ResponderExcluirAmigo-amado,
ResponderExcluirse ama, ama,
e sente e vive,
e não se precisa de palavras pra amar,
pra querer bem ou ser amado.
um olhar, um pensar, um sorrir, um calar,
também são formas de amar.
E esse medo do que os outros vão pensar?
E esse medo de perder?
Perder o quê? o que se tem pra perder?
e esse medo de ser incapaz de expressar?
tenho que ser forte e ajudar!
Às vezes a melhor ajuda é simplesmente sentar junto e chorar,
deixa cair, deixa desabar...
você estava comigo todo esse tempo,
Amigo, eu sei, eu sinto, não importa como.
Mas as lamentações passam,
e logo vem a vida a rodar,
e se vão as lágrimas e vêm os sorrisos,
e estaremos lá pra JUNTOS celebrar,
à VIDA!